segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

janeiro 22, 2018

FAZENDA RIO GRANDE E GRUPO LEBLON: UMA PARCERIA DE DÉCADAS

Cidade completa 28 de emancipação e Leblon, 35 anos de prestação de serviços ao seu desenvolvimento


Há 28 anos, em 26 de janeiro de 1990, o governador do Paraná, na época, Álvaro Fernandes Dias, por meio da lei estadual n° 9.213, elevava Fazenda Rio Grande, até então um distrito de Mandirituba, à condição de município.
Sete anos antes, em 1983, surgia no distrito, o Grupo Leblon Transporte de Passageiros, uma iniciativa do empreendedor Alfredo Isaak, que, além de serviços de fretamento, começou a operar a linha regular entre Fazenda Rio Grande e Curitiba.
Era uma visão de futuro, que realmente se concretizou. A família Isaak, que já atuava no ramo de transportes desde 1951, quando Alfredo começou a fazer entrega de leite, acreditava no crescimento de Fazenda Rio Grande.
Para se ter uma ideia dessa visão e desta contribuição para o desenvolvimento de Fazenda Rio Grande, somente em 1986 é que tiveram início as obras de pavimentação das marginais da BR-116, pelo DER – Departamento de Estradas de Rodagem.
A maioria das vias de Fazenda Rio Grande era de terra e a cidade, em expansão, tinha pouca estrutura.
Mas lá já estavam os ônibus da Leblon, enfrentando atoleiros nos dias de chuva e poeira nos dias quentes e secos.
Não é exagero nenhum dizer que a Leblon é especialista em Fazenda Rio Grande. Muitos caminhos de terra passaram a ser ruas de verdade depois que receberam os ônibus da empresa.
O sr. Alfredo Isaak, os filhos, os demais familiares, motoristas e outros trabalhadores da empresa não poupavam esforços e muitas vezes os ônibus levavam enxadas e outras ferramentas para abrir os caminhos.
Fazenda Rio Grande cresceu e a Leblon também, juntamente com a Viação Nobel.
De acordo com estimativas do IBGE, em 2017, eram 95.225 moradores a frota licenciada na cidade em novembro de 2017 (o dado mais recente do Denatran) era de 48.402
Ou seja, há um carro para cada 1,96 habitante, um índice de motorização muito grande para os padrões brasileiros.
Estes números mostram a importância dos transportes coletivos para minimizar os impactos do trânsito e da poluição na cidade.
Para os transportes públicos cumprirem seu papel de forma adequada, precisam de infraestrutura condizente, tanto nas vias comuns, corredores exclusivos, faixas preferencias e terminais.
A Leblon, nesta data especial, parabeniza os moradores, trabalhadores e estudantes de Fazenda Rio Grande. O Grupo Leblon sempre acreditou nesta cidade e, no que depender da gente, Fazenda Rio Grande continuará sendo um dos municípios mais pujantes da região metropolitana.
Parabéns a todos.
Grupo Leblon Transporte de Passageiros


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

dezembro 08, 2017

UMA LIÇÃO PARA 2018: O SETOR DE TRANSPORTES TEM DE BOTAR A BOCA NO TROMBONE SEM MEDO

Em todos os casos em que os operadores falaram com a sociedade e não repudiaram a imprensa, no mínimo, houve um equilíbrio de versões
ADAMO BAZANI

O ano de 2017 foi um dos mais emblemáticos no setor de transportes de passageiros e pode ser considerado um divisor sim de águas.
Foram várias lições que não podem ser desperdiçadas, entre as quais: por mais que economia e política andem juntas, é possível uma não ser tão dependente da outra. Também outra lição: com cautela e dentro das condições, é na crise que se deve investir. Afinal, quando a situação começa a melhorar, quem investiu, vai sair na frente e este “nariz” de vantagem é fundamental num setor cada vez mais competitivo. Hoje o ônibus sofre concorrência de diversos setores: das motos, cujos valores das prestações às vezes são mais baixos do que uma pessoa gasta com passagens por mês; do transporte clandestino (ainda muito comum no País); do carro que ainda recebe mais investimentos na mobilidade que o ônibus e, agora, mais recentemente, do Uber. A frase “vamos rachar um Uber” por um grupo de pessoas, às vezes poder ser traduzida como “Não vamos de ônibus hoje não”.
É claro que os transportes coletivos têm uma desvantagem muito grande: diferentemente de motos, carros e de aplicativos, a regulamentação e as amarras são tão grandes que fica mesmo difícil competir.
Mas se o empresário de ônibus continuar só com a postura de reclamar para seu colega de negócios e esperar algo dos governos, a situação só tende a piorar.
Uma das lições, entretanto, que considero mais importantes para 2018 é: o setor de transportes tem de colocar a boca no trombone e não apanhar mais quieto.
Diante de fatos nacionais ou locais, quando associações levaram a público o que acontece, muita coisa mudou para o bem de todos (em especial do passageiro) ou, ao menos, as versões se equilibraram.
Como jornalista de transportes, cito muito rapidamente alguns exemplos.
A NTU, ao protagonizar discussões como o peso dos custos operacionais de ônibus, o financiamento de gratuidades e a perda de demanda no transporte público, consegue atingir parte da sociedade que antes só tinha as “versões oficiais dos governos” ou as irresponsáveis de pessoas que mal intencionadas usam clichês como “máfias dos transportes” e “caixas pretas”, que, se acontecem mesmo, é numa pequena parte entre maus empresários, assim como existem maus trabalhadores, maus jornalistas e até maus lideres religiosos que falam de ônibus.
A despeito de toda a situação das investigações criminais sobre os transportes no Rio de Janeiro, o Rio Ônibus começou a criar um diálogo sobre questões como congelamentos irresponsáveis de tarifas, concorrência com as vans e necessidade de melhor gestão pública na reformulação das linhas. Foram chamados jornalistas, distribuídas notas, cartas abertas à população e reuniões com influenciadores digitais e blogueiros, inclusive busólogos – que adoram ônibus. Hoje, a sociedade começa a ponderar e até o irredutível prefeito Marcelo Crivella, se reuniu com os empresários em dezembro.
Em Curitiba, desde o ano passado, o Setransp, sindicato que reúne as companhias de ônibus, começou também a trabalhar com a opinião pública e mostrar questões como defasagem de tarifa técnica, possíveis erros de dimensionamento de demanda pela gestora local Urbs. Quando Rafael Greca assumiu a prefeitura, as discussões já tinham sido colocadas. Depois de três anos sem novos ônibus, hoje o sistema já anuncia um cronograma de renovações, além de outros investimentos.
Na Capital Paulista, o SPUrbanuss, sempre atende aos jornalistas e conseguiu explicar para a imprensa, por exemplo, que os bilionários subsídios na cidade são para o sistema de transportes e não para as empresas de ônibus. A atuação do sindicato poderia ser melhor ainda se seus membros colaborassem mais, inclusive.
O empresário reclama, e com razão, que é vítima de preconceito por parte dos jornalistas, que já vem com uma imagem pré-concebida na sociedade que “dono de empresa de ônibus é bandido”.
Mas o setor também tem preconceito com jornalistas e pensa que os profissionais são “os abutres” que querem atacar com a caneta.
Esta visão mútua está mudando, mas ainda tem muito caminho pela frente.
Com todo respeito e, parafeseando Chico Buarque, mas os empresários de ônibus têm de deixar de ser a “Geni” dos transportes.
E o importante é ser transparente e sincero.
Não adianta só investir em bonitas campanhas, com foto de gente sorrindo de orelha a orelha, sendo que na verdade ninguém está feliz no ônibus: nem trabalhadores, nem empresários e muito menos quem sustenta trabalhadores, governos e empresários: o passageiro, o tal “cliente dos transportes”. Soa até falso.
Claro, campanhas são legais e é bom investir nelas, mas vamos também falar de problemas, para resolvê-los.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, editor do site Diário do Transporte   

terça-feira, 14 de novembro de 2017

novembro 14, 2017

ENTREVISTA: Falta de subsídios aos transportes é o principal entrave para Brasil estar alinhado ao que há de mais avançado no mundo

É o que garante presidente e vice da Metrocard, que estiveram em feira internacional de mobilidade. Segundo os executivos, avanços tecnológicos são mais fáceis de ser incorporados que mudança de cultura e financiamento.




Sistemas de transportes públicos com aplicativos de celulares que permitem maior interação entre os operadores e os passageiros; vários serviços e comodidades a bordo de um ônibus urbano, como acesso com qualidade à internet e pacote exclusivo de entretenimento; carregadores de celulares e notebooks em qualquer ponto dentro do veículo e, principalmente, as ruas e avenidas das cidades com os não poluentes e mais silenciosos ônibus elétricos.
Tudo isso já poderia ser realidade nos médios e grandes complexos urbanos no Brasil se o poder público participasse mais e, a exemplo do que já ocorre nas cidades de países mais desenvolvidos, subsidiasse pelo menos parte dos transportes coletivos.
Os subsídios, entretanto, não deveriam ser apenas para cobrir eventuais rombos financeiros dos sistemas, mas para avanços na qualidade de prestação de serviços, melhoria da imagem do transporte público junto à sociedade (o que poderia fazer com que mais pessoas deixassem o carro em casa) e para deixar os sistemas eficientes.
A opinião é do presidente da Metrocard, associação que reúne as empresas da região Metropolitana de Curitiba, Lessandro Zem, e do vice, Haroldo Isaak.
Ambos participaram da Busworld Europe 2017, maior feira de mobilidade urbana da Europa, que ocorreu no final de outubro em Kortrijk, na Bélgica, e reuniu quase 400 expositores de 36 países.
“Enquanto tratarem o transporte público unicamente custeado pela tarifa, ficará cada vez maior o abismo das tecnologias, avanços operacionais, conforto e qualidade”, disse Lessandro.
O entendimento dos executivos vai ao encontro do que o consultor e jornalista da área de transportes, José Carlos Secco, que também esteve cobrindo o evento. Secco disse que o ônibus é um dos meios de transporte mais adequados às necessidades em relação à mobilidade e que a gestão pública, em conjunto com os operadores, deve proporcionar avanços para os sistemas no Brasil.
“O ônibus é sim um modal fundamental para a mobilidade e para o bem-estar da sociedade e é visto e tratado desta maneira no mundo afora. Não há retórica. Os cidadãos, querendo ou não, vão precisar utilizar o ônibus. É fato. Então, o dever da gestão pública, dos operadores e da indústria é prover o usuário com o melhor”, disse o consultor, que ainda destacou que os trólebus voltam a ser vistos como alternativas interessantes para aliar baixos custos de operação e preservação ambiental, relembre a entrevista neste link:  https://diariodotransporte.com.br/2017/10/30/corredor-trolebus-piso-baixo-e-conectividade-sao-tendencias-para-melhorar-transportes-nas-cidades-dizem-especialistas-internacionais/
O trólebus como tendência mundial já com modernização nos modelos também foi destacado pelo vice-presidente global da Iveco Bus, Sylvain Blaise, em visita ao Brasil, no início desta semana, durante o Iveco Bus Experience, um programa em parceria com o setor acadêmico para discutir como deve ser o transporte coletivo no Brasil.
 “A Iveco acredita sim no trólebus, que evoluiu. É uma solução de mais de 100 anos que agora volta a ser considerada pelo mundo desenvolvido pelo baixo custo e sua modernização. Hoje os trólebus possuem baterias, que permitem que trafeguem por trechos de linhas (e não somente em casos de emergência) sem estarem conectados aos fios aéreos. Atualmente, a Iveco tem cerca de dois mil trólebus em circulação” –disse o executivo. Relembre cobertura para do Diário do Transporte:
Sobre tecnologia e modelos futuros de transportes para o Brasil, o presidente da Metrocard, Lessandro Zem, ainda afirmou, ao Diário do Transporte, que o Projeto CIVI, selecionado pela prefeitura de Curitiba, num processo de manifestação de interesse, para reformular os transportes em parte da capital paranaense e da região metropolitana, reúne as principais características dos veículos e sistemas apresentados no evento internacional.
Pela proposta, seria criada uma malha de corredores de aproximadamente 100 quilômetros de extensão, divididas em cinco eixos troncais: Aeroporto/Centro Cívico; Tamandaré/Cabral; Linha Verde; Araucária / Boqueirão; e Norte/Sul.
Haverá estações subterrâneas como as de metrô, em ao menos seis quilômetros desta rede. Os ônibus seriam elétricos puros ou híbridos.
CIVI – City Vehicle Interconnect é a nomenclatura que indica que ônibus, estações, passageiros e os CCOs seriam integrados por meio de tecnologia. Cerca de 300 estações tubos seriam interconectadas por cabos de fibra ótica e os passageiros teriam wi-fi, painéis com informações sobre os horários e as linhas, além de ar-condicionado nos espaços. Hoje a ausência de ar condicionado e a defasagem dos modelos de estações-tubos estão entre algumas das críticas que recebe o sistema de transportes de Curitiba e região. – Relembre a apresentação com mais detalhes do projeto: https://diariodotransporte.com.br/2016/11/25/fetransrio-2016-curitiba-deve-ter-estacoes-de-onibus-subterraneas/
Lessandro também defendeu, na entrevista, que os empresários de ônibus se unam em prol do financiamento público dos transportes e que se modernizem.
Os empresários devem estar adaptados às mudanças de conceito da tecnologia, da produtividade, da profissionalização visando otimização de custos no sistema e defender o subsidio no transporte coletivo de forma irreversível”
CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Diário do Transporte:  Quais as novidades que o senhor acompanhou na Busworld Europe 2017 e que acredita serem viáveis para o Brasil? 
Lessandro Zem: Há inúmeras novidades a serem implantadas, mas atualmente muito se esbarra no custo que isto refletiria nas passagens do transporte coletivo, pois no Brasil não há cultura de subsídio direto ao transporte, existe cultura que tudo deve ser pago pelo usuário, e isso prejudica muito as novidades de serem implantadas. Tais como sistemas informatizados de contagem de passageiros por câmeras, USB em todos os pontos do veiculo (para carregamento dos celulares), publicidade diversa no interior do coletivo seja via display ou bancos, sistema de interatividade via aplicativos, bagageiros internos, e a maior tendência: de ônibus 100% elétricos/ híbridos.
Diário do Transporte: Em relação aos transportes na Região Metropolitana de Curitiba, o que é tendência no mundo e que ainda não foi aplicado no sistema, mas poderia?
Lessandro Zem: USB em vários pontos do veículo, sistema de entretenimento via aplicativo, publicidade via display, bagageiro interno e câmeras de contagem e segurança, lógico que tudo novamente relacionado ao custo de implementação.
Diário do Transporte:  Como, na visão dos especialistas e expositores, deve ser o ônibus do futuro? 
Lessandro Zem: Em sua maioria elétricos/híbridos e com muita tecnologia a bordo.
Diário do Transporte: Diante do que o senhor viu no evento, em que o Brasil está adiantado e no que estamos atrasados?
Lessandro Zem: No Brasil, em razão da cultura, a bilhetagem eletrônica é mais avançada, visando a segurança e uso indevido dos cartões.  Mas ainda estamos atrasados nas implementações efetivas na disposição das tecnologias para usuários e operadores.
Diário do Transporte: A Metrocard, juntamente com a Volvo e com um grupo de construtoras, tem o projeto CIVI, para a capital e região metropolitana. Em linhas gerais, no que este projeto é compatível com as tendências que o senhor acompanhou no evento? 
Lessandro Zem: No projeto realizado nesta parceria estamos totalmente alinhados ao que foi exposto no evento, tudo muito ligado à interconectividade, tecnologia a disposição dos usuários e operadores e a tendência de ônibus híbridos/elétricos, e na linha de PPP- Parceira Público Privada que existe subsídio pelo poder público.
Diário do Transporte: Em relação ao financiamento dos transportes, hoje no Brasil, basicamente feito somente pelas tarifas. Como os especialistas internacionais veem a questão e o que serve para o país? 
Lessandro Zem: Este é o nosso maior problema: enquanto tratarem o transporte público unicamente custeado pela tarifa, ficará cada vez maior o abismo das tecnologias, avanços operacionais, conforto e qualidade... Exemplo disso é que temos várias leis que nos proíbem inclusive de realocarmos mão de obra para uma requalificação, veja o caso dos cobradores. A tendência mundial é tudo automatizada, para redução de custos e maior aproveitamento operacional das estruturas, visando sempre a qualidade, conforto, atratividade, ao buscar um custo atrativo ao usuário.


Diário do Transporte: Falamos dos sistemas, bilhetagem e modelos de ônibus do futuro. E como devem ser os empresários de ônibus e os passageiros do presente-futuro? Em que precisamos evoluir? 
Lessandro Zem: Os empresários devem estar adaptados às mudanças de conceito da tecnologia, da produtividade, da profissionalização visando otimização de custos no sistema e defender o subsidio no transporte coletivo de forma irreversível, pois sem ele infelizmente não haverá transporte coletivo sustentável e que possa trazer o que são aplicados nos países europeus. E o passageiro do futuro deve estar alinhado com o mundo tecnológico de aplicativos, pagamentos virtuais, sentir o beneficio do transporte coletivo sobre o individual... enfim.... avaliar que o ônibus é mais rápido, seguro, que tem maior qualidade de vida e que seu custo é extremamente positivo a ele.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

FOTO 1:
Presidente da Metrocard, Lessandro Zem, e vice-presidente, Haroldo Issak, em feira internacional de mobilidade urbana. Sistema de Curitiba ainda é referência, apesar da necessidade de atualizações e melhorias.
FOTO 2:
Ônibus elétrico da Volvo com a “recarga de oportunidade”. Baterias podem ser recarregadas de forma rápida no meio do percurso.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

novembro 13, 2017

GENTILEZA: UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS TEM SEU DIA. VAMOS REFLETIR E PRATICAR?

Pequenas atitudes que deveriam ser hábitos diários podem mudar uma situação para melhor
ADAMO BAZANI



Os principais dicionários classificam como gentileza a postura de amabilidade e respeito ao próximo, ou seja, atos que devem ser praticados por quem é gente.
Entretanto, em muitas ocasiões, parece que estes atos estão cada vez mais raros, principalmente onde há aglomeração de pessoas, como em estádios, shows, transporte público e, acreditem, até mesmo em celebrações religiosas, por incrível que possa parecer.
Mas você sabia que a gentileza, algo que deve ser um hábito diário, tem uma data especial para ser comemorada e debatida?
É dia 13 de novembro – Dia Mundial da Gentileza. A data surgiu no Japão, em 1996, quando em Tóquio, grupos se reuniram para propagar as ideais de como melhorar os relacionamentos das pessoas, em especial em ambientes coletivos.
No transporte público, as queixas de falta de gentileza de todas as partes são recorrentes, seja por parte dos motoristas, cobradores, fiscais e sim, dos passageiros também.
Situações que elevam o estresse, como metrô, trem e ônibus lotados, calor, frio, chuva, demora, atrasos, congestionamentos .... nada disso pode ser pretexto para falta de educação.
O primeiro passo para agir com gentileza e gerar gentileza é ver a outra pessoa como gente: um ser humano que tem dores, cansaços, aflições, pressas, sonhos....tudo igualzinho a você.
E pequenas atitudes podem mudar uma situação e melhorar seu deslocamento e das outras pessoas.
Parece óbvio o que vai ser dito, mas, se é tão óbvio assim, por que nem todos praticam? Então, vale a pena relembrar:
- Respeite os lugares de idosos, pessoas com deficiência, gestantes, entre outros passageiros que têm este direito.
- Se você, idoso, gestante e pessoa com deficiência, foi ajudado por algum passageiro, que cedeu o lugar, agradeça com sorriso e satisfação. Sim, é seu direito, mas o que custa ser gentil, retribuir e incentivar um gesto louvável?
- Não use mochila nas costas ou qualquer outro volume que atrapalhe a circulação dentro do ônibus ou vagão (carro metroferroviário).
- Sempre procure deixar as saídas do ônibus ou vagão (carro metroferroviário) livre. Se não vai descer em um determinado ponto ou estação, não fique nas portas, se possível.
- O ônibus demorou? O motorista parou longe do ponto? Não discuta. Exerça seu papel de cliente dos transportes: anote o número do ônibus, horário e linha e entre em contato com a empresa ou para a gerenciadora pública de transportes. Ah sim, e na hora de reclamar, seja por telefone, internet ou qualquer outro meio, seja educado também. E, preferencialmente, objetivo. Fale do que ocorreu e pronto!
- Diferenças físicas, raciais, sociais e de opção religiosa, sexual, entre outras, devem ser respeitadas.
- Mantenha os ônibus, vagões, estações, terminais e pontos limpos. Ninguém é obrigado a suportar a sujeira dos outros. Procure levar um saquinho plástico no bolso, como as sacolinhas de supermercados, para jogar restos de alimentos, papéis de bala, chicletes e outras embalagens.
- O transporte público é um ambiente coletivo, mas nem por isso, a individualidade deve ser deixada de lado. Assim, não toque nas outras pessoas sem necessidade, não ouça músicas ou programas de rádio sem o fone de ouvido e não fique encarando ninguém.
- O motorista deve sempre responder caso o passageiro deseje “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”, respeitar o ritmo mais lento de idosos e de pessoas com mobilidade reduzida, dar informações sempre que possível e dirigir com respeito e responsabilidade. O profissional de transporte deve entender que neste país de desemprego, ele só está empregado por causa desse passageiro, que é o seu cliente e seu patrão. O motorista de ônibus deve entender que não é um operador de veículo grande, mas é um atendente da população. Se serve para dirigir, mas não serve para atender, melhor mudar de profissão. As principais empresas de ônibus fazem treinamentos para seus profissionais atenderem melhor às pessoas, mas têm certas posturas de educação que nem precisa de treinamento para saber que são certas ou erradas.
E para todos: educação e gentileza devem ser hábitos, cabem em qualquer lugar e, acima de tudo, é obrigação para quem vive em sociedade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 7 de novembro de 2017

novembro 07, 2017

EM PARCERIA COM SEST/SENAT, LEBLON E NOBEL APLICAM TREINAMENTO DE DIREÇÃO DEFENSIVA PARA MOTORISTAS

Foram quatro grupos. Capacitações ocorrem de seis em seis meses



ADAMO BAZANI

Para melhorar o atendimento por parte dos motoristas e aumentar a segurança de passageiros, funcionários e comunidade em geral, em parceria com o Sest Senat, a Leblon Transporte de Passageiros e a Viação Nobel realizaram treinamentos de direção defensiva para os condutores.
As empresas atuam na capital paranaense e em cidades da região metropolitana de Curitiba, como Fazenda Rio Grande e Mandirituba.
Os treinamentos foram divididos em quatro grupos. Ao todo, 40 motoristas foram requalificados.
De acordo com o técnico de segurança do trabalho do Grupo Leblon, Marcelo de Oliveira, os trabalhos são destinados aos profissionais da empresa que, de alguma forma, se envolveram em incidentes. O objetivo do programa não é punitivo e nem apurar culpa do motorista, mas auxiliá-lo a melhorar no atendimento à população. Segundo Marcelo, com treinamentos deste tipo, todos na comunidade tendem a ganhar.
“Os nossos treinamentos de direção não visam apenas à parte técnica da condução de um ônibus. Procuramos fomentar motoristas mais conscientes de seu papel na sociedade e enfatizamos que estes são profissionais que prestam um direito social, que é o transporte público.  A população merece funcionários, capacitados.”
Os treinamentos ocorrem de seis em seis meses e são ministrados por instrutores do Grupo Leblon e do Sest/Senat – Serviço Social do Transporte/ Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte.




Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


FOTO:
Uma das turmas de motoristas beneficiados por treinamento

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

outubro 12, 2017

GRUPO LEBLON PARABENIZA TODAS AS CRIANÇAS E OS PAIS E MÃES QUE ENSINAM SEUS FILHOS A SEGUIR O CAMINHO CORRETO

Leblon realiza diversas ações em prol da infância e juventude saudáveis, em sua postura de empresa com responsabilidade social



“Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas” (Mateus 19:14). "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. (Mateus 18:3-5).


Na Bíblia Sagrada, o Senhor Jesus Cristo mostra de maneira bem clara a preocupação com as crianças.
Afinal, elas são o futuro da humidade e reúnem a pureza e a sinceridade que Deus espera de todos.

A preocupação também é em relação à educação das crianças.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6)
Mas será que a sociedade como um todo está fazendo sua parte quanto a estas recomendações?
Parece que muito pouco.
Segundo dados da Fundação das Nações Unidas para a Infância - Unicef, são registrados em média 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência são reportados ao Disque Denúncia 100. Isso quer dizer que, a cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados no País.
Na prática, o número é bem maior, já que no universo infantil, a minoria dos casos de violência é registrada ou denunciada.
Ainda de acordo com a Unicef, em 80% dos casos a violência é cometida por familiares e parentes próximos.
Já a mais recente Pnad - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, mostra que, apesar de todas as propagandas desta e de outras gestões do Governo Federal, 2,8 milhões de crianças e adolescentes estão foram da escola.
O Dia das Crianças é uma data festiva. Mas seria hipocrisia comemorar e deixar esta realidade de lado.
Como também seria hipocrisia apontar problemas sem ao menos fazer nossa parte.
O Grupo Leblon Transporte de Passageiros é uma empresa com responsabilidade social e atua em várias frentes para ajudar as crianças, pais e responsáveis, principalmente em relação à educação, o principal caminho para um Brasil Melhor.
A empresa assumiu parte do custeio da CMEI – Centro Municipal de Educação Infantil – Francisco João Orso, em Fazenda Rio Grande, cidade-sede da Leblon, no Paraná.
A unidade atende a crianças que integram famílias com renda de 1 a 5 salários-mínimos por pessoa ou em situação de risco.
São realizadas também ações sociais em datas especiais como Páscoa e Natal.
O Grupo Leblon Transporte de Passageiros também possui uma parceria com a Apae, de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana de Curitiba.
Em 2011, a empresa reformou completamente o ônibus da instituição usado para transportar as crianças.
De acordo com o coordenador de manutenção do Grupo Leblon Transporte, Gilson Drohomereschi, a ação da empresa de ônibus junto a Apae não parou por aí.
“Fazemos periodicamente a manutenção preventiva deste ônibus. Além disso, ajudamos na manutenção corretiva. É um custo muito alto que fazemos a Apae poupar. Toda a vez que a Apae precisa, atendemos” – explicou Gilson, que ainda disse que a Leblon ajuda creches e escolas de educação infantil em festas e trabalhos de conscientização.

O Programa Jovem Aprendiz é outra ação da Leblon. Em parceria com o Senai, a empresa abre suas portas para que os estudantes tenham acesso à experiência profissional monitorada.
Todos os anos há novas turmas.
Ações sociais são importantes, ainda mais diante de tanta carência de investimentos em prol da educação e bem estar das crianças e adolescentes.
Mas nunca se esqueça. Tudo começa na família.
Você tem dado atenção necessária seu filho ou filha? Tem deixado de lado um pouco o celular, as mídias sociais, a TV, para passear, conversar e ficar com os filhos? 
Suas crianças se sentem livres para conversarem com você sobre qualquer assunto?

 O ser humano necessita de conhecimento constante. Se a criança não achar isso em casa, vai procurar na rua ou nas redes sociais, o que pode ser desastroso.
Pense nisso!
Grupo Leblon Transporte de Passageiros

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